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Por que a vida nos impede de entregar um presente? Se ela própria é um presente, e se nos concede dons como as habilidades especiais de minha amostra de pesquisa? Seguia eu para o aeroporto para embarcar em um avião e viajar para Nova Orleans. Iria aproveitar e entregar algo que comprei para o Micah, mas fui detido pela necessidade de salvar a Molly do Sylar. O Micah e mais algumas pessoas da população de meu estudo receberiam uma pequena lembrança que achei significativamente digna de representá-los. Claro que também aproveitei e comprei uma para mim. Essa nova geração de Heroes, como o Peter, o Micah e até a Elle, precisa de um incentivo depois de ver seus pais metidos em tantas confusões pela Companhia e depois de eles mesmos passarem por coisas como ilusões e apagões de memória. Por isso tomei a liberdade de adquirir-lhes uma camiseta que refletisse sua condição. Mostrarei a vocês antes de entregá-las. Incluo também a que solicitei para mim. Espero que gostem. Em ordem estão Peter, Micah, Elle e eu:

memória insuficiente | eu vejo pixels mortos | a resistência é fútil se menor que 1 ohm | unidade genérica de carbono humanóide

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Seria incomum para um homem das ciências como eu, um gênio da genética, se interessar pela arte literária? Ou toda expressão artística é inerente ao indivíduo? Será a mente movida pela poesia, essa conjunção de versos que infalivelmente carregam ritmo e sentimentos intrinsicamente humanos? Ela move os órgãos interiores com sua cadência, como uma extensão dos mesmos? E qual seria o catalizador que nos faz apreciar a arte poética? Não obstante, é assim que me sinto movido hoje. Tenho o desejo de falar em alegorias figurativas.

Borboletas são azuis
e rosas são vermelhas,
será a morte um fim
e nossa última centelha?
Morremos a cada dia
com o passar dos nossos anos?
Ou ser um geneticista
é o que me leva a esse engano?

Lancem seus votos a este Ganesha da poesia, ao Brahma da imagem retórica, ao Goku da prosa figurativa: Mohinder Suresh! Deveria eu ter escolhido um caminho diferente? Ou fui eu forçado a seguir os passos de meu pai? O que teria sido do Mohinder se ainda estivesse na Índia? Talvez eu deveria aceitar aquele emprego aqui no sindicato dos roteiristas. Eu teria feito uma fortuna, é verdade, mas teria sido feliz? Poderiam 20 dólares a hora comprar a felicidade? Ou não há um preço para tal conceito?

E, em vez de conhecer o Sylar (não me refiro ao sentido bíblico de ‘conhecer’ alguém) e de virar as costas para ele (também não no sentido romântico da coisa), talvez tivéssemos unidos forças como parceiros. A pesquisa de meu pai teria sido um trampolim para nosso desejo de matança, que seria canalizado para a escrita e teria trazido narrações e roteiros de algo que alertasse ao mundo sobre a existência da evolução. Ou, pelo menos, se ele se cansasse de mim, eu poderia dispor de um tempo maior a fim de escolher um bom modelito de roupa para vestir no meu velório.

Ah, mas vocês repararam a pequena mudança na imagem do topo de meu blog? Ela reflete melhor minha atual situação…

Não é nosso destino último nos auto-eliminar como espécie? Muitos diriam que sim. E, quem pensar diferente, poderia estar correndo o risco de ser considerado simplório.

A tecnologia hoje é inevitavelmente uma rota de aniquilação. Basta olharmos em volta e apreciarmos o vil trabalho dessa ciência aplicada. Houve um dia em que andei pensando sobre esse conceito, e não cheguei a uma conclusão, pois meu pensamento foi interrompido justamente pela interferência do meu celular.

celularma

Meu pai tinha sido recentemente morto, assassinado, por suas teorias. Então, não será o destino que fez esse homem, essa personificação da teoria de meu pai, retornar minha ligação justo naquele momento? Não foi o destino que criou essa coincidência? Sua vida foi interrompida provavelmente por aquele mesmo homem que agora me telefonava e usava o pseudônimo óbvio de “Sylar”.

O modus operandi desse homicida e ladrão de cérebros é muito perturbador para ser discutido. Mas encontrar o Sylar fazia parte do meu destino, sem dúvida. Afinal, não é o destino de todo homem vingar a morte de seu pai? Não foi o que aconteceu a Michael Corleone, que tentou vingar o que fizeram a Don Vito? Claro que o Sylar não parece o Tattaglia, mas também já tentei matá-lo, embora depois tenha percebido que isso seria um absurdo. Então decidi me vingar dele de uma forma mais cruel que a morte, envolvendo-o na minha cama, digo, trama e lhe dando certos chás que minha avó me ensinou. Pois relojoeiros também precisam ser consertados e precisam entrar no ritmo. Assim é o ciclo da vida. E isso certamente nos move adiante.