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Por que eu sigo encontrando pessoas peculiares? Será que tenho uma atração a indivíduos que se destacam da massa? Vejam esse garoto, o Peter. Ele parecia ter sérios problemas de depressão e costumava chorar pelos cantos ouvindo músicas que eu nunca compreendi. Como cientista, tentei ajudá-lo, ainda que tenha tido poucas cadeiras de psicologia na faculdade da Índia. Então comecei a pensar: psicologia estuda a alma humana. E, revendo a teoria do meu pai, me perguntei: será Peter um humano? Ou seja, será ele capaz de ser psicoterapeutizado? Pessoas com habilidades especiais ainda assim são pessoas, não são? Não importa o quão geneticamente avançada ela seja. Então eu comecei com o básico.

Perguntei-lhe, não sem alguma aliteração no meio: Peter, de onde vem esse estado excessivamente emocional que você vem apresentando? Ele então me disse que estava sempre triste, e que só ficava pior, e questionou-se: Por que isso acontece comigo? Foi uma pena eu não me lembrar de mais nada das minhas poucas aulas a fim de avançar ao próximo passo da análise. E o Peter não me pareceu curado com o início da minha tentativa. Assim, protelei a conversa para outra data.

Afinal, eu tinha coisas mais interessantes para me concentrar do que o choro incontido daquele rapaz. Dirigi-me ao meu laptop. Não, não fui jogar Paciência, eu já evolui. Jogo coisas mais difíceis, como ‘Free Cell’. Seguramente, quando não há mais nenhuma ‘Célula Livre’, um geneticista fica impossibilitado de continuar com sua exploração. E foi o que me aconteceu aquele dia.

Terá sido isso uma analogia? Será o destino me mostrando alguma coisa? Terei eu esgotado toda oportunidade de evolução? Ou há ainda uma célula livre por aí, ansiosa por eu ocupar-me dela? Ou é só isso? Será este um ‘game over’ para o Mohinder? Um final de jogo para a teoria de meu pai? Ou talvez da própria raça humana? Ela foi descartada do tabuleiro do planeta?

De onde vem isso? Essa busca, esse desejo pela célula que nos falta? É por causa dele que criamos os celulares? Para nos lembrar de conectarmos com as nossas células? Seja como for, isso me faz lembrar que eu precisava telefonar para alguém. Mas quem seria? E por que eu não me lembro? Estarei eu perdendo minha capacidade de memorização depois de tanta informação armazenada? E o que virá em seguida?…

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O que me leva a escrever um blog? É o meu destino falar às massas através dos meios de comunicação da era moderna? Serei ouvido? Minha mensagem cruzará o abismo do ciberespaço e entrará nos vernaculares registros da sociedade?

Onde estarão os meus companheiros dessa realidade virtual? Eles ainda estão lá fora, entre nós, nas sombras e na luz. Passamos por eles nas ruas, nas avenidas e becos, nunca esperando, nunca sabendo. Eles já sabem? Sabem que serão unidos por um extraordinário propósito comum, que será o de serem autores de blog?

E, quando o destino os aborrece e se encontram com tempo livre para gastar online, como se esconder disso? Como fugir e habitar as sombras se o destino ou sua própria falha humana os faz postar na rede mundial de computadores? E como eles sabem o que os esperam quando fizerem isso? Serão eles escurraçados como baratas, verdadeiros deuses deste mundo? Ou irão ser elevados e louvados e seus blogs estarão cheios de comentários por mostrarem ao mundo os verdadeiros conteúdos de suas almas?

Quantos deles responderão a este chamado, a esta canção mitológica da sereia, e trarão algo de literário para compartilhar com o mundo acessível?

Então, nos próximos dias, meses e maiores unidades de tempo, esperaremos que estes ‘web-loggers’ que se espalham pelo Universo, incluindo eu mesmo, venham apresentar seus cromossomos verbais ao poço de genes cibernéticos que é a Internet.

Irão estas palavras escritas propelir o intelecto humano adiante? Talvez seja apenas a nossa obrigação, nosso imperativo biológico, passar nossa razão e bom senso através desses meios. E o impulso de quem nos lê deveria ser o de comentar-nos, de fornecer seu ‘feedback’, que será a comida ou o combustível para a nossa engrenagem de escrita criativa.

Só Deus pode verdadeiramente dizer, esta onipotente barata que comanda nossos destinos.

Maha, a barata.

Este momento mesmo está constantemente mudando, sendo escrito pela Deusa Barata (seria ela o tão famoso ‘Maha-barata’?), enquanto eu respiro e digito. Apenas o passado pode ser verdadeiramente conhecido por nós, embora envolvido no mistério. Como um foco de luz, nossas mentes brilham sobre a própria sombra, mas só revelam uma pequena porção. Será ela relevante?

Nos próximos posts, tentarei trazer o que tenho vivido nesse passado até que alcance o relato de minha atual situação.

E que a barata esteja sempre no topo da evolução e de nossos pensamentos. Até breve.