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Não é nosso destino último nos auto-eliminar como espécie? Muitos diriam que sim. E, quem pensar diferente, poderia estar correndo o risco de ser considerado simplório.

A tecnologia hoje é inevitavelmente uma rota de aniquilação. Basta olharmos em volta e apreciarmos o vil trabalho dessa ciência aplicada. Houve um dia em que andei pensando sobre esse conceito, e não cheguei a uma conclusão, pois meu pensamento foi interrompido justamente pela interferência do meu celular.

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Meu pai tinha sido recentemente morto, assassinado, por suas teorias. Então, não será o destino que fez esse homem, essa personificação da teoria de meu pai, retornar minha ligação justo naquele momento? Não foi o destino que criou essa coincidência? Sua vida foi interrompida provavelmente por aquele mesmo homem que agora me telefonava e usava o pseudônimo óbvio de “Sylar”.

O modus operandi desse homicida e ladrão de cérebros é muito perturbador para ser discutido. Mas encontrar o Sylar fazia parte do meu destino, sem dúvida. Afinal, não é o destino de todo homem vingar a morte de seu pai? Não foi o que aconteceu a Michael Corleone, que tentou vingar o que fizeram a Don Vito? Claro que o Sylar não parece o Tattaglia, mas também já tentei matá-lo, embora depois tenha percebido que isso seria um absurdo. Então decidi me vingar dele de uma forma mais cruel que a morte, envolvendo-o na minha cama, digo, trama e lhe dando certos chás que minha avó me ensinou. Pois relojoeiros também precisam ser consertados e precisam entrar no ritmo. Assim é o ciclo da vida. E isso certamente nos move adiante.

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