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“A Universidade Estadual de Campinas desenvolveu uma pomada que diminui em até seis dias a cicatrização de feridas em diabéticos. O creme, de patente número 500, deve chegar às farmácias até o fim de 2008, ao custo de R$ 10.”

Imagino que eles ainda não sabem que o sangue do Adam e da Claire é mais eficaz na cicatrização de qualquer pessoa.

Nasa adia lançamento do ônibus espacial Atlantis para a Estação Espacial Internacional para 2 de janeiro de 2008. O ônibus, que iria partir em dezembro, apresentou um sistema suspeito, e agora estão minimizando os riscos de falha no lançamento e durante a subida.”

Se o problema é na hora do impulso, poderiam pedir uma ajudinha para o patriota do Nathan.

“Para 2008, o Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional prevê um aumento de recursos para 41 bilhões de reais a fim de financiar a aplicação e consolidação do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação.”

Eles provavelmente não têm um patrocinador de recursos ilimitados como o Bob tem sido um para mim.

“Os carros elétricos inventados até agora não eram práticos, pois tinham que ser recarregados na tomada toda hora. Mas dizem que isso virou coisa do passado. Para 2008, a Tesla Motors promete lançar nas ruas dos EUA o Roadster Car. Ele chega a 100km/h em 4 segundos (ou seja, mais que o Porsche), tem câmbio automático, gasta metade dos outros carros esportivos, tem sistema de segurança para evitar curto-circuito, conta com um design esportivo por fora e luxuoso por dentro, não faz barulho e não solta fumaça (só ar quente). Mesmo na fase de teste e custando US$ 100mil, ele já vendeu 600, que serão entregues no primeiro semestre de 2008.”

A Elle poderia ajudar no aprimoramento desse invento, ou pelo menos poderia recarregá-los…

“Segundo uma pesquisa realizada pela International Stress Management Association (Isma) no Brasil, apenas 19% das pessoas cumprem suas resoluções de Ano Novo. Cerca de 30% desistem na primeira semana e o resto, em um mês. Um estudo divulgado na semana passada pela Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido, também é desalentador: em um grupo de 3 mil pesquisados, só 12% alcançaram os objetivos almejados um ano após a promessa.”

Esses poderiam chamar o Matt ou a Eden para os ajudarem a manter-se firme em seus propósitos.

Seria incomum para um homem das ciências como eu, um gênio da genética, se interessar pela arte literária? Ou toda expressão artística é inerente ao indivíduo? Será a mente movida pela poesia, essa conjunção de versos que infalivelmente carregam ritmo e sentimentos intrinsicamente humanos? Ela move os órgãos interiores com sua cadência, como uma extensão dos mesmos? E qual seria o catalizador que nos faz apreciar a arte poética? Não obstante, é assim que me sinto movido hoje. Tenho o desejo de falar em alegorias figurativas.

Borboletas são azuis
e rosas são vermelhas,
será a morte um fim
e nossa última centelha?
Morremos a cada dia
com o passar dos nossos anos?
Ou ser um geneticista
é o que me leva a esse engano?

Lancem seus votos a este Ganesha da poesia, ao Brahma da imagem retórica, ao Goku da prosa figurativa: Mohinder Suresh! Deveria eu ter escolhido um caminho diferente? Ou fui eu forçado a seguir os passos de meu pai? O que teria sido do Mohinder se ainda estivesse na Índia? Talvez eu deveria aceitar aquele emprego aqui no sindicato dos roteiristas. Eu teria feito uma fortuna, é verdade, mas teria sido feliz? Poderiam 20 dólares a hora comprar a felicidade? Ou não há um preço para tal conceito?

E, em vez de conhecer o Sylar (não me refiro ao sentido bíblico de ‘conhecer’ alguém) e de virar as costas para ele (também não no sentido romântico da coisa), talvez tivéssemos unidos forças como parceiros. A pesquisa de meu pai teria sido um trampolim para nosso desejo de matança, que seria canalizado para a escrita e teria trazido narrações e roteiros de algo que alertasse ao mundo sobre a existência da evolução. Ou, pelo menos, se ele se cansasse de mim, eu poderia dispor de um tempo maior a fim de escolher um bom modelito de roupa para vestir no meu velório.

Ah, mas vocês repararam a pequena mudança na imagem do topo de meu blog? Ela reflete melhor minha atual situação…

O que é esse sentimento a que chamamos vida? Nós o controlamos? Ou somos controlados por ele? Como acontece na vida de qualquer ser humano, eu senti fome, diria até que estava faminto. Então, fiz o que era conveniente: dirigi meu carro, meu meio artificial de transporte, até um restaurante de comida indiana. Chamei a atendente e disse:
– Saí de casa com um desejo, uma ânsia, por comer Tali. Porém, parece que meu estômago mudou de idéia. Não é disso que se trata o caminho da vida? Não saímos ao mundo para obter o que desejamos, para adquirir o produto de nossos anseios? E, quando os satisfazemos, não sentimos a falta de alguma outra coisa? A humanidade sempre busca algo mais. Mais terras, mais comida, mais riquezas. Até mais tempo de vida para poder consumir mais coisas. E, como todo ser humano, no momento eu quero algo. Vi uma foto ali de um Gulab Jamun frito em água de rosas e senti vontade de degustá-lo, pois me parece mais apetitoso que comer apenas o Tali, mesmo sendo este o que me trouxe até aqui. Ele foi o catalizador que me conduziu ao meu destino, mas apenas para eu chegar aqui e mudar de curso e escolher o Gulab.
– “Um Tali e um Gulab Jamun saindo! Deseja mais alguma coisa?”
– Certamente! Sempre haverá mais o que desejar. Nunca cessaremos de querer algo, mesmo com toda a abundância e plenitude deste mundo. Não importa o que aconteça, há sempre algo que procuraremos ir atrás de conseguir. Seja comida, romance, ou papéis toalhas depois de derramar chá no carpete. Parece ser o nosso destino estarmos presos à gula. Será culpa nossa? Não pedimos para ter fome. Mas também não pedimos para viver num mundo tão cheio de objetos adequados para preencher-nos e satisfazer nossas necessidades e caprichos.
– “OK, já volto.”
Eu então esperei pelo meu cálice do santo Graal, o benefício último e próspero da minha fome. O Gulab seria minha Excalibur, o desejo que me permite continuar na minha busca. Sem ele, eu não poderia seguir pela noite e continuar a pesquisa de meu pai.
– “Aqui está, senhor.”
Por que, entre tantos indianos no mundo, era eu quem estava na América, tendo que ir a um restaurante típico de pratos indianos para comer o que na Índia seria-me muito mais barato de obter? Ou será que o destino me mandou a aquele lugar? Se Deus cria o destino e o conduz, então Deus é um Tali, pois o anseio por sorvê-lo foi o que me levou até lá. E é este mesmo Tali que me sustenta enquanto escrevo isto. Ele preenche minhas necessidades e anseios. E o Gulab me faz seguir adiante com o meu destino. Portanto, se é assim, então estou preparado para o desígnio de Deus em comê-Lo.

Não é nosso destino último nos auto-eliminar como espécie? Muitos diriam que sim. E, quem pensar diferente, poderia estar correndo o risco de ser considerado simplório.

A tecnologia hoje é inevitavelmente uma rota de aniquilação. Basta olharmos em volta e apreciarmos o vil trabalho dessa ciência aplicada. Houve um dia em que andei pensando sobre esse conceito, e não cheguei a uma conclusão, pois meu pensamento foi interrompido justamente pela interferência do meu celular.

celularma

Meu pai tinha sido recentemente morto, assassinado, por suas teorias. Então, não será o destino que fez esse homem, essa personificação da teoria de meu pai, retornar minha ligação justo naquele momento? Não foi o destino que criou essa coincidência? Sua vida foi interrompida provavelmente por aquele mesmo homem que agora me telefonava e usava o pseudônimo óbvio de “Sylar”.

O modus operandi desse homicida e ladrão de cérebros é muito perturbador para ser discutido. Mas encontrar o Sylar fazia parte do meu destino, sem dúvida. Afinal, não é o destino de todo homem vingar a morte de seu pai? Não foi o que aconteceu a Michael Corleone, que tentou vingar o que fizeram a Don Vito? Claro que o Sylar não parece o Tattaglia, mas também já tentei matá-lo, embora depois tenha percebido que isso seria um absurdo. Então decidi me vingar dele de uma forma mais cruel que a morte, envolvendo-o na minha cama, digo, trama e lhe dando certos chás que minha avó me ensinou. Pois relojoeiros também precisam ser consertados e precisam entrar no ritmo. Assim é o ciclo da vida. E isso certamente nos move adiante.