Não é nosso destino último nos auto-eliminar como espécie? Muitos diriam que sim. E, quem pensar diferente, poderia estar correndo o risco de ser considerado simplório.
A tecnologia hoje é inevitavelmente uma rota de aniquilação. Basta olharmos em volta e apreciarmos o vil trabalho dessa ciência aplicada. Houve um dia em que andei pensando sobre esse conceito, e não cheguei a uma conclusão, pois meu pensamento foi interrompido justamente pela interferência do meu celular.

Meu pai tinha sido recentemente morto, assassinado, por suas teorias. Então, não será o destino que fez esse homem, essa personificação da teoria de meu pai, retornar minha ligação justo naquele momento? Não foi o destino que criou essa coincidência? Sua vida foi interrompida provavelmente por aquele mesmo homem que agora me telefonava e usava o pseudônimo óbvio de “Sylar”.
O modus operandi desse homicida e ladrão de cérebros é muito perturbador para ser discutido. Mas encontrar o Sylar fazia parte do meu destino, sem dúvida. Afinal, não é o destino de todo homem vingar a morte de seu pai? Não foi o que aconteceu a Michael Corleone, que tentou vingar o que fizeram a Don Vito? Claro que o Sylar não parece o Tattaglia, mas também já tentei matá-lo, embora depois tenha percebido que isso seria um absurdo. Então decidi me vingar dele de uma forma mais cruel que a morte, envolvendo-o na minha cama, digo, trama e lhe dando certos chás que minha avó me ensinou. Pois relojoeiros também precisam ser consertados e precisam entrar no ritmo. Assim é o ciclo da vida. E isso certamente nos move adiante.


3 comments
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Dezembro 8, 2007 às 3:18 am
Thaky
to sentindo um cheiro de tentação… excitação…
amor….
no ar!
hauhau Tadinho do Matt. Tenho medo qndo ele descbrir/ler a mente de Moh… vai se sentir tãooo jogado de escanteio, afinal, Sylar é a “tara” ops… destino de Moh!
Dezembro 9, 2007 às 1:01 am
deusadoclima
Mou, mas e o Matt? Ah, já sei: você prefere os malvados, que te fazem sofrer, tô certa?
Dezembro 9, 2007 às 12:28 pm
Mohinder Suresh
Amigas Thaky e deusadoclima,
Não compreendo suas colocações. O que terão querido me dizer com tentação, excitação, tara e preferência por maldade e sofrimento? A única palavra que entendo em meio a tanta imagem desconexa foi a do ‘destino’. Este sim é um ser que sempre mexe com nossa cabeça, não é mesmo? Como podem certas coisas tão distintas acontecerem coincidentemente e por tantas vezes? O que diria meu pai se visse que fim levou seu paciente zero e como ele se encaixou na nossa história? Será que aprovaria? Iria ele gostar do lado humano do Sylar e das habilidades do Matt? É tão difícil comparar policial e bandido, vilão e mocinho… Um mocinho avantajado de carnes, devo acrescentar. Talvez por isso eu aprecie morar com ele, algumas pessoas me dizem que eu deveria me alimentar mais. Só não sei se eu me alimentaria melhor, já que o Matt quando eu não estou praticamente só come pizza.
Abraços do amigo,
Mohinder.